domingo, 17 de outubro de 2010

Baltar 4 - Sport Club Nun´Álvares 4

Onze inicial
Fábio
Dani
Paulinho
Nunes
Xaneto
Pedro Costa
Rúben
Paulo Marques (Cap)
João Costa
Fábio Rocha
Nuno
Suplentes
Alexandre
Filpe
Bruno
Ricardo
Tiagõ
Substituições
Dani < > Ricardo 43'
Nuno < > Filipe 71'
Ruben < > Tiago 83'
Disciplina
Amarelo > Ruben 10' ; Paulo Marques 75' ; Ricardo 87' ; Fábio 90'
Vermelho > Chaneto, 89'
Evolução resultado/Marcador/Tempo
1ª Parte
0 - 1 - João 4'
1 - 1 - 11'
1 - 2 - Ruben 20'
2ª Parte
1 - 3 - Paulo Marques 65'
2 - 3 - 68'
2 - 4 - Fábio Rocha 77'
3 - 4 - 83'
4 - 4 - 84'

Apreciação da Equipa
Este empate conseguido em Baltar soube a muito pouco, face ao futebol produzido pela nossa equipa e atendendo ao desenrolar do marcador, no qual estivemos a vencer por 4-2 a dez minutos do final do encontro.
Tínhamos como propósito neste jogo dar continuidade ao resultado e exibição conseguidos na anterior jornada e foi com essa ambição que abordámos esta partida. Este sentimento resultava da qualidade demonstrada pela equipa nos dois primeiros jogos realizados, bem como pela crença e ambição registadas no seio do grupo.
Nessa medida, começámos o encontro com essa força, facto que acabou por traduzir-se num golo madrugador para nós, sedimentando, ainda mais, a nossa confiança. Não obstante a reduzida dimensão do campo, a nossa equipa não se desviou dos seus princípios de jogo e buscou a posse de bola, delineando boas jogadas, contrapondo com o futebol directo do adversário.
Nestes campos pequenos revela-se difícil manter o centro do jogo afastado da nossa baliza, uma vez que, um simples livre em zonas afastadas, pode transformar-se numa situação de perigo para as nossas redes. Embora o Baltar não fosse capaz de se abeirar da nossa área com perigo através de jogadas mais organizadas, acabou por fazer os seus 4 golos por via de 4 lances de bola parada, circunstância que espelha bem as nossas fragilidades neste tipo de lances.
De forma sucinta, quero evidenciar mais uma boa exibição dos nossos jogadores, dando mostras de valências que já requerem sentido colectivo e a aplicação de princípios que queremos ver vincados, como sejam as saídas em construção curta, uma forte posse de bola, uma correcta ocupação dos espaços, mobilidade ofensiva, largura no nosso jogo, combinação de passes em segurança com passes mais em profundidade, uma boa transição defensiva…
Muitas destas directrizes estiveram presentes, num terreno de jogo pouco ajustado (àquilo que deveria ser uma realidade em termos de dimensões) para os jovens colherem com mais facilidade estes ensinamentos.
Pena foi não termos sido capazes de revelar mais solidariedade nos lances de bola parada defensivos, de molde a evitar que o nosso antagonista fizesse disso a sua arma e nos tivesse retirado dois pontos que bem os merecíamos.
Em matéria exibicional, devo registar com agrado as boas exibições do Paulinho (muito bem a defender e a sair para a transição ofensiva); do Pedro Costa (a sua intensidade permite-lhe jogar em muitas posições neste momento); do Paulo Marques (Sempre em muito bom nível a defender e a atacar, marcando mais um bom golo); do Fábio Rocha (excelente atitude e muita classe no golo apontado – facilidade de trabalhar a bola com ambos os pés); do João (bom golo e muita entrega).
Sinto o dever de destacar, ainda mais, a exibição do Rúben, tal foi a entrega nas missões defensivas e a qualidade nas acções ofensivas. Este atleta tem uma postura magnífica nos treinos e nos jogos! Dá um enorme gozo ver um jovem que faz a sua segunda época oficial no mundo do futebol patentear tamanha evolução! Isso só é possível porque ele “ouve” o que lhe transmitem e verte essas palavras para as suas acções em campo! Os meus parabéns para ele!
Estou muito orgulhoso com este plantel e estou seguro de que vamos fazer uma excelente época! Não posso, apesar de tudo, deixar de sublinhar que este mesmo plantel dispõe de um enorme desequilíbrio entre alguns dos seus jogadores, condição que regula fortemente a realização das 5 substituições em alguns jogos, como foi o caso deste jogo em Baltar. Protelaram-se as substituições e a realidade verificada a jusante confirmou que a equipa perdeu muito com a concretização das mesmas.
Ora, os jogadores nestas condições terão que tentar mitigar a desigualdade para com os seus colegas, de modo a poderem ajudar também eles a equipa.
Uma palavra final para a expulsão do Xaneto. Este atleta tinha prometido não ser expulso esta época, mas acabou atraiçoado pela…sua linguagem. O nosso jogador proferiu uns impropérios de desabafo e foi penalizado pelo árbitro por esse facto. Poderá ser considerado excesso de zelo, atendendo que estamos no “Norte” e muitos destes termos são aplicados frequentemente. Naturalmente que não defendo a postura do meu jogador, mas, a atentar pelo que vejo em muitos campos de futebol nesta matéria, leva-me a concluir que muitos árbitros castigam a aplicação destes termos e outros…dizem-nos!

Saudações desportivas,

José António

5 comentários:

  1. Linguagem ?

    Assinado Chaneto

    ResponderEliminar
  2. Caro Chaneto:

    O que o árbitro do jogo me disse foi que te expulsou com base nas tuas palavras...
    Independentemente do que disseste, devo dizer-te que considero que melhoraste bastante a tua postura em matéria de comportamento disciplinar e sei que estás muito chateado por teres que ficar de fora nos próximos jogos.
    Em suma, já evoluiste disciplinarmente, mas eu sei que já percebeste que ainda terás que ter mais cuidado com os desabafos de boca.
    Vais-nos fazer falta, na medida em que, neste momento, não temos ninguém que desempenhe aquela posição com a mesma competência.

    Um abraço amigo,


    José António

    ResponderEliminar
  3. Mas o Arbito de jogo expulsou-me com base nas minhas palavras ??

    Que palavras ?

    Se eu não disse naada....
    Eu até gostava de saber o que disse.

    ResponderEliminar
  4. Também eu, meu amigo!

    É certo que alguns árbitros gostam de "inventar" impropérios!

    Isso já aconteceu comigo, é verdade!

    Tem paciência!

    José António

    ResponderEliminar