segunda-feira, 7 de março de 2011

SCNA, 4 - Cete, 1

Onze inicial
Ricardo (juvenil)
Cadani
Nunes
Bruno
Ricardo
Rui Sousa
Rúben
Alexandre
João Costa
Paulo Marques ( Cap)
Tiago

Suplentes
Paulinho
Chaneto
Filipe
Nuno
Fábio Rocha

Substituições
Bruno > < Paulinho 44'
Tiago > < Chaneto 44'
Alexandre > < Fábio Rocha 44'
Rúben > < Nuno 54'
Ricardo > < Filipe 60'

Cartões

Amarelos:
Rui Sousa 80'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ªParte
1 - 0  Rúben
2 - 0  Rúben
3 - 0  Rúben
2ª Parte
4 - 0 Filipe
4 - 1

Apreciação da equipa
Bom, lá se findou mais um campeonato, como sempre, de uma forma muito célere, tal é o nosso envolvimento e a nossa paixão pelo futebol em geral, e pela nossa realidade futebolística em particular.
Quedámo-nos por uma posição intermédia na tabela classificativa, mas, passe a imodéstia, acredito que merecíamos uma posição mais cimeira, mais consentânea com o nosso valor, sem embargo de reconhecer que o futebol não se compadece deste tipo de abordagens.

Ainda assim, convém realçar que o nosso propósito não assenta exclusivamente na consecução de vitórias, mas também na assimilação de competências por parte dos atletas, que lhes permitam tornar-se mais competitivos no seu percurso desportivo e, desejavelmente, nas suas vidas profissional, social e familiar.

Quero crer que, de um modo geral, foi alocada a estes rapazes – quanto mais não seja – uma outra forma de ver o futebol, isto é, todos os treinadores são diferentes, pelo que, para o bem e para o mal, cada um transmite as suas ideias, cabendo aos jogadores filtrarem as que entendem melhor servir a sua realidade.

Os meus jogadores gostam de me conotar – enquanto treinador – como fazendo uso de uma postura bastante condescendente. É certo que privilegio bastante um relacionamento de amizade com todos eles, mas a minha postura vai de encontro àquilo que eu entendo ser o mais apropriado para a sua “inclusão” no grupo e para o seu crescimento enquanto homens, acreditando (como eu acredito) que um treinador deve contrariar o velho adágio popular de que “não basta sê-lo, tem que parecê-lo”, ou seja, os jovens são muito bons a “rastrear” o treinador, condição que, do meu ponto de vista, faz com que o “Mister” “mais do que parecê-lo, tem que o ser”, sob pena de não conseguir granjear o respeito e a admiração dos seus jogadores.

Não posso deixar de enfatizar sempre que muitas das minhas acções procuram adequar-se ao cenário (entenda-se clube e escalão) em que estamos inseridos. Outras realidades merecerão, porventura, outro tratamento…

Reportando-me ao jogo de domingo, com o Cete, digo, sucintamente, que foi uma vitória justa, da equipa que melhor domina o jogo. Destacou-se o Rúben, pelos três golos que marcou, prémio bem merecido para este humilde rapaz, que tanto evoluiu em apenas duas épocas. É dos jogadores mais fortes na concentração táctica, aplicando como nenhum outro colega o momento da transição defensiva, qualidade sempre muito difícil de incutir nos atletas. Esta característica do Rúben denota, desde logo, um sentido colectivo enormíssimo, que o leva a socorrer os seus colegas nos momentos de perda de bola. Parabéns Rúben!

Destaco, igualmente, o golo do Filipe, não pelo golo em si, mas pela sua atitude de vir festejar comigo o golo obtido. Obviamente que, sem prejuízo da minha alegria sempre que tal acontece, o meu destaque não decorre dessa “confraternização” comigo, mas sim do facto deste ter sido o atleta que menos tempo jogou nesta partida e tal não o conduziu a uma postura de “amuo”, bem pelo contrário, o Filipe entrou envolto em vontade e alegria de jogar, que se traduziu em todo aquele contentamento sequencial ao seu golo obtido. O Filipe bem o merece, também, dada a sua atitude ao longo da época!

Muito mais haveria (e haverá) ainda para dizer, mas fico-me por aqui, deixando os parabéns a todas as equipas que participaram neste campeonato, com especial destaque para o líder Marco.

Saudações desportivas,

José António Moreira