segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SCNA 0 - Gandra 2

Onze inicial
Fábio
Pedro Costa
Dani
Salvador
Xaneto
Rui Sousa
Rúben
Alexandre
João Costa
Paulo Marques
Fábio Rocha
Suplentes
Ricardo
Ricardo Moreira (utilizado)
Nuno (utilizado)
Joni (utilizado)
André (utilizado)


APRECIAÇÃO DA EQUIPA

Não obstante a "azia" pelo resultado obtido, devo dizer que fiquei muito agradado com a exibição realizada, deixando antever uma época com um nível exibicional elevado, certamente, acompanhado por resultados mais favoráveis.

Os jogadores mostraram preocupação em traduzir para o terreno de jogo as referências do nosso "jogar", exibindo uma capacidade de execução em matéria de passes quer horizontais, quer mais verticais, levando a bola a todos os espaços do campo.

Com efeito, os nossos jovens mostraram estar exigentes no que concerne à aplicabilidade dos aspectos que julgamos determinantes para o seu crescimento e, subsequentemente, para a equipa.

Evidenciámos, ainda, as habituais fragilidades defensivas, restando-nos continuar a combater essa deficiência, no sentido de debelar uma situação que condiciona, naturalmente, os nossos resultados e as nossas exibições. Obviamente, que, ao sofrermos um golo, os índices de motivação decrescem e levam a uma queda no nível exibicional.

Estivemos menos bem, igualmente, nas jogadas que tiveram lugar mais próximo da baliza adversária, na medida em que não fomos capazes de ser fortes em termos de mobilidade, de modo a desorganizar a defensiva do nosso antagonista e, assim, criar situações de finalização. Ou seja, não conseguimos dar continuidade às boas jogadas delineadas em terrenos mais recuados.

Tivemos, infelizmente, uma expulsão do Rui Sousa, sendo que - sem querer desresponsabilizar o nosso atleta pelo seu acto irreflectido - tal facto foi muito potenciado pela atitude pouco humilde de alguns jogadores do Gandra que, na hora dos festejos do segundo golo, resolveram incluir provocações aos nossos jovens, condição que convida a uma resposta menos correcta por parte de quem já está muito triste com a derrota.

Não causará estranheza essas atitudes dos jogadores adversários, tendo presente as declarações do seu treinador no final da partida, defendendo actos de anti-jogo como fazendo parte do futebol...é difícil rivalizar com ensinamentos destes...a ser verdade, porém, os seus insultos aos meus jogadores, não me espanta essa sua posição...!!!

Todos os jogadores estiveram em bom plano - inclusive quem foi substituído antes do intervalo -, mas permitam-me que destaque as exibições do Paulo Marques e do Pedro Costa, este último com início de época muito prometedor.

É justo dizer que no ano em que subimos não tínhamos a mesma qualidade de jogo nesta fase da época, devendo-se as nossas vitórias à qualidade individual de alguns desses jogadores, sendo que as boas exibições apareceram mais adiante.

Nesse sentido, quero sublinhar que espero muito destes jovens, desde que continuem a perseguir a melhoria contínua em matéria de comportamento dentro do campo, circunstância que favorecerá o aparecimento cumulativo de bons resultados desportivos.

Lamento o meu tratamento "pouco agressivo" para com estes jovens, talvez devendo-se ao facto de eu não me rever nessas atitudes e, por certo, à minha amizade e respeito por todos eles!

Saudações desportivas,

José António

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CASTIGO AO XANETO

Lamentavelmente, alguns dos nossos atletas teimam em levar a que o treinador faça uso de um direito atribuido habitualmente a quem lidera: o castigo.
Desta vez, o Xaneto resolveu abandonar o treino da última terça-feira, sem me consultar, alegando que alguns colegas o estavam a provocar.
Naturalmente, não posso pactuar com uma postura desta natureza que, intencional ou não, concorre - caso o treinador não tome uma posição - para uma total "anarquia" no seio do grupo.
Já tinha enfatizado que teremos que ser rigorosos com o nosso comportamento, não só desportivo, mas também de outra ordem, nomeadamente disciplinar, motivo pelo qual não poderia deixar impune este acto irreflectido do nosso atleta.
Fico satisfeito por verificar que alguns jogadores se manifestam contra determinados comportamentos menos consentâneos com o que é exigido num quadro de uma equipa de futebol. Temos, indubitavelmente, de nos revoltar contra quem acaba por obstruir um caminho rumo à aprendizagem e ao crescimento enquanto atletas e enquanto homens.

Tenho pena, Xaneto, mas a equipa (na qual tu estás incluído)"exige" esta medida.

Saudações desportivas,


José António

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CASTIGO AO PAULINHO

O treino de ontem - que até estava a ter uma intensidade acima do habitual (não será difícil, porventura) - acabou da pior maneira, culminando na suspensão do jogador Paulinho por uma semana.
Tudo por causa da discussão de um lance banal, no qual dois atletas (o Paulinho e o Rúben) discordaram de quem tinha deitado a bola pela linha de fundo.
Comungando eu da opinião de que o Paulinho estava a fazer o juízo certo, dei indicações a esse jogador para executar o pontapé de canto respectivo, tarefa à qual esse nosso atleta se escusou a executar.
Em face dessa atitude foi comunicado ao Paulinho que estava suspenso dos treinos uma semana.
Devo dizer que fico bastante triste pela tomada destas posições, mas o atleta não deixou alternativas em função da sua inflexibilidade. Pese embora o Paulinho não visasse atingir o treinador, o que é certo é que a sua posição traduziu-se num claro desrespeito perante a figura de quem compete liderar a equipa.
Já tivémos oportunidade de conversar e o Paulinho compreendeu a minha decisão e lamentou o facto da sua atitude ter atingido o processo de liderança do treinador.

Recordo que o nosso documento com as referências da nossa postura penaliza estes comportamentos, não isentando, inclusivamente, o treinador de um castigo por uma postura inadequada à sua posição.

Um abraço...para o Paulinho.


José António

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

APRECIAÇÃO DO JOGO-TREINO COM O SOBRADO

Este nosso terceiro jogo-treino com o Sobrado foi, na minha perspectiva, o menos conseguido em matéria de aplicação dos desígnios de jogo que temos intensão de empreender ao longo da época cujo início se aproxima.
Confesso que me entristeceu verificar a pouca vontade que a maioria dos atletas evidenciou para colocar em campo aquilo que o treinador pede. Sublinhe-se que não me estou a referir a aspectos que poderão ser encarados como "perfeccionismos" do treinador, mas, essencialmente, a situações básicas do futebol, já rebatidas insistentemente por quem compete ensinar estas questões.
Com efeito, fomos muito pobres no que toca à mobilidade e às coberturas ofensiva e defensiva. Grande parte dos jogadores "escondem-se" atrás dos opositores, em vez de se "oferecerem" aos seus colegas como linha de passe. Somos capazes de ver um colega de equipa enrascado e ficamos estupefactos a observar, em detrimento de dar-mos a nossa preciosa ajuda; o individualismo também continua a imperar; a pouca comunicação útil permanece uma realidade...enfim, temos muito a melhorar!

Em face desta realidade, só nos resta demonstrar mais vontade de treinar estes aspectos e de os aplicar em situação de jogo. Se continuarmos a não internalizar o que o treinador vai rebatendo, acreditem que as alegrias que tanto ambicionamos vão ser trocadas por enormes decepções no campeonato quase a começar.

Volto a sublinhar esta questão: se quiserem ser atletas "remediados" não contem comigo para vos conduzir em velocidade cruzeiro, apenas para soltarem umas calorias e para se exibirem para uma plateia que vos interessa; se estiverem dispostos a adoptarem uma postura de melhoria permanente, aí sim, podem contar comigo.

Ah, e, independentemente do caminho que seguirem, poderão contar sempre com a minha amizade.

Saudações desportivas,


José António

Jogo Treino_Nun´Álvares-Sobrado

Sábado  04 Setembro 2010 17H30
Complexo Desportivo Nun´Álvares
Equipa de Arbitragem: Abilio, auxiliado por:Berto e Luis
Resultado: 3 : 3
Marcadores:Paulo Marques, Nuno (2) 

Constituição Equipa

Fábio
Ricardo
Nunes
Paulinho
Dani
Alexandre

Ruben
Paulo Marques
Rui Sousa
Pedro Costa
Fábio II

Suplentes
Bragança
Edmundo
André
Chaneto
Guedes
Nuno
Salvador

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ISTO É IMPORTANTE?(2)

Velocidade
Hoje o assunto em análise advém da confrontação, facto e reconhecimento evidente, de um atleta que sente estar lento e precisa treina velocidade.
Primeira, espontânea e indiscutível resposta, temos treinar velocidade.
De forma reduzida e sucinta, sem qualquer tipo de raciocínio ou pensamento, com os conhecimentos empíricos transmite-se minimamente o que poderia fazer-se no próximo treino e a uma técnica para o fazer.
Sendo o tema complexo e em conjugação com a finalidade, futebol, mais emaranhado se torna e não deve ser analisado de forma minimalista. Nesta área é susceptível de mais divisões pois levanta questões sobre o pensamento futebolístico de cada um e de quando e como deve ser realizado o seu treino, em todo caso importa saber.
Deve-se iniciar o treino de velocidade o mais cedo possível, idade, porque o sistema nervoso central e a estrutura das fibras musculares podem ser influenciados de modo adequado quando se é mais novo.
Os exercícios de velocidade devem fazer parte de todas as sessões de treino e na nossa opinião em situações análogas ao jogo.
Deve ser realizado um breve aquecimento, intenso e completo, antes dos exercícios de velocidade com a principal finalidade de evitar lesões.
O treino de velocidade deve ser realizado em estado de ausência de cansaço e numa fase inicial do treino
É muito importante a velocidade no futebol, mas ela só se torna efectiva quando é realizada (treino) no limite máximo ou seja com intensidade.
Logo que desperte o cansaço deve-se terminar o treino da velocidade.
Ter sempre atenção que após o valor da carga a recuperação deve ser activa em tempo vinte vezes superior. (Exemplo: 3 segundos de carga 60 segundos recuperação activa)

Voltaremos ao assunto

Isto é importante ?????

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dois novos atletas

Mais uma vez temos razões para aumentar umas palavras à vossa lista de presenças.
Dizemos razões, pois são duas.
1ª Razão
Como do antecedente, sempre que se apresentou um atleta “novo”, lançamos “bitaites”, assim não podia deixar de ser com o Fábio.
Recebemos o Fábio no nosso seio de uma forma diferente dos anteriores atletas. Chega dos Seniores do Clube, embora tenha idade de e seja ainda júnior.
Simplificando, não ingressa directamente no clube para os juniores, entra para os seniores, onde tem treinado e estado a disposição da equipa técnica, com acordo de utilização nos juniores sempre que disponível e possível.
Este facto demonstra uma boa visão do clube quanto ao aproveitamento do atleta, sua formação e evolução pois pelo quanto nos foi dado a observar, para o nosso nível, o Fábio tem características acima da média que trabalhadas poderão e deverão fazer dele um atleta com um futuro risonho, caso assim deseje.
Este preâmbulo elucida para a excepcionalidade do caso no momento que nos incumbe comentar a sua integração na equipa, sendo certo que o Fábio não terá qualquer tratamento excepcional no nosso meio sendo, repetimos, um caso excepcional pelos factos já mencionados.
Demonstrou neste primeiro contacto um bom relacionamento, humildade e qualidades técnicas, e que nos fosse dado a perceber, não exibiu qualquer vedetismo. É por estas características e com estas que te damos as boas vindas, sejas feliz connosco esperando que seja profícua a tua continuidade junto de nós.
2ª Razão
A 2ª razão prende-se com a chegada do André, atleta que evidencia uma enorme humildade para assimilar o que o treinador lhe pede.
É um jovem que não criará, por certo, dificuldades ao seu treinador, assumindo uma postura nos treinos que agradam sobremaneira.
Acredita-se que este jogador poderá minimizar muitas das suas debilidades futebolísticas presentes, através desta sua postura aberta à aprendizagem e reconhecedora de que terá muito que aprender, atendendo ao seu grande interregno desportivo. 
Continua assim, André, que colherás os merecidos frutos.

Sejam felizes, a vossa felicidade faz parte de nós.

PRESENÇAS NO TREINO DO DIA 6 DE SETEMBBRO

Bragança, Fábio, André, Ricardo, Paulinho, Nunes, Dani, Alexandre, Paulo Marques, João, Pedro Costa, Rúben e Nuno.

13 atletas. Parabéns pela assiduidade!

APRECIAÇÃO DO JOGO-TREINO EM ALFENA

Neste nosso segundo jogo de preparação, entendo que demos indicações de que poderemos fazer um campeonato competitivo, desde logo, se tivermos uma "avalanche" de jogadores (19) como tivémos no sábado passado em alfena.
Estivémos mais fortes, essencialmente, no plano defensivo, sendo capazes de manter elevados os índices de concentração, facto que motivou a que a equipa dominasse os necessários princípios defensivos. Este aspecto tem importância acrescida, atentas as más prestações da nossa equipa neste capítulo defensivo nas últimas duas épocas.
Em matéria de processo ofensivo, não estivémos tão competentes, na medida em que deveríamos ter sido mais fortes nas acções de penetração e nas coberturas ofensivas, sendo certo que a nossa equipa terá que procurar ter mais posse de bola, não a perdendo com tanta facilidade.
Naturalmente que ainda há muito para melhorar, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com o desempenho da equipa, para mais tendo presente o grau de dificuldade que a equipa do Alfenense sempre apresenta.
Em suma, temos matéria prima para sermos competitivos; faço votos, porém, para que os nossos jovens desejem ser rigorosos e ambicionem aprender cada vez mais, com vista a sobreelevarem as suas competências individuais e colectivas.
Uma palavra final para um factor que será determinante para o nosso desempenho desportivo: o sentido colectivo. Temos um grupo que se relaciona muito bem, mas tal deverá ser traduzido para dentro de terreno, devendo privilegiar-se sempre uma comunicação saudável entre todos os atletas, que aplauda nos momentos bons e apoie nos maus momentos.

José António

CONSTITUIÇÃO DA EQUIPA
Fábio
Ricardo
Paulinho
Nunes
Edmundo
Alexandre
Rúben
Paulo Marques
João
Fábio II
Nuno

SUPLENTES
Bragança
Dani
Pedro Costa
Joni
Rui Sousa
Vasco
Guedes

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Presenças Treino 01Set10

Fábio; Alexandre; Nuno; Pedro Costa; Paulo Marques; Paulinho;Tiaguinho; Ricardo, Edmundo; Fábio II; Dani; Nunes; André; João Costa;

14 Atletas

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

“Leitura”. Útil? (2)

Como prometido…….da leitura
“..........O jogo de futebol decorre num espaço no qual duas equipas se contrariam para atingir os seus objectivos. No entanto, o modo como o fazem resulta do modo como se relacionam entre si. A capacidade de cada equipa assume-se nos argumentos que traduz nas interacções dos seus jogadores. Reconhecemos uma equipa quando os seus jogadores e treinador transformam o espaço de jogo num contexto. Os acontecimentos tornam-se familiares naquilo que representam para todos. A disparidade de concretização daquilo que se percebe e daquilo que se intenciona fazer é um processo contínuo e que carece de tempo para que haja uma interactividade colectiva em vez de um conjunto de comportamentos reactivos e mecanizados dos jogadores. A expressão do jogo revela quando uma equipa tem critério ou se trata de um conjunto de comportamentos que se desenvolvem independentemente do contexto. A qualidade de uma equipa manifesta-se na sua capacidade de gerir (adaptando-se) de forma inteligente aos problemas com que se depara ou seja, tem capacidade para reconhecer as diferenças e as exigências que o adversário coloca. E para isso, tem de ter CRITÉRIO.
O CRITÉRIO é a selectividade com que se interpreta e desenvolve o jogo. Revela-se nas relações dos jogadores que se ajustam na concretização dos princípios de jogo. O que é MUITO DIFÍCIL porque carece de inteligência individual nas interacções com os demais, de um sentido colectivo em que cada um contribui singularmente (em função das suas características) no modo como se faz sentir nos demais e de capacidade de ajustamento pois a rigidez de intenções limita a concretização de um jogo de qualidade.
Então, o jogo adquire qualidade quando tem Critério RELACIONAL e o seu desenvolvimento mostra-nos que os jogadores jogam ou seja, interagem para e no contexto. Deste modo, o contexto do processo de treino e competição tem de ser gerido com SENSIBILIDADE para que os jogadores possam ser reconhecidos na sua qualidade de jogadores em detrimento de jogadores que se restringem nas jogadas concebidas e mecanizadas pelos treinadores (responsáveis pelo processo). O que é muito difícil pois exige tempo e capacidade. Aliás, o tempo é condição fundamental para a qualidade.......”

Podemos esmiuçar…….