É uma tentação natural para mim aproveitar este espaço para desejar a todos os atletas deste nosso clube um Feliz Natal e um ano de 2011 cheio de “vitórias”, atribuindo aqui ao conceito de “vitória” não somente uma conotação desportiva, mas, igualmente, uma concepção transversal em termos de vida familiar, social e profissional.
Não posso, naturalmente, deixar de estender estes meus votos aos meus colegas treinadores, bem assim como aos dirigentes do clube, aos nossos massagistas e a todos os funcionários. Por fim, uma saudação especial para os simpatizantes do SCNA, sem os quais os nossos jogos perderiam uma componente especial em matéria de motivação das nossas equipas.
Gostaria, igualmente, de vincar aqui algumas orientações motivacionais para o percurso de vida dos nossos atletas, as quais se “entrelaçam” com muitas das nossas referências de jogo, permitindo-me expor neste espaço essas analogias:
• É meu desejo que os nossos jovens sejam capazes de gerir as situações de injustiça nas quais se vejam envolvidos nas suas vidas, não se socorrendo de “actos de indisciplina”;
• Importa que estes jogadores acomodem a “mobilidade” exigida para que, desta feita, facilitem o trabalho da equipa / empresa onde estão inseridos;
• Mostra-se determinante que estes rapazes apliquem no seu dia-a-dia, de forma equilibrada, o binómio “risco / segurança”, discernindo muito bem quando deverão tomar decisões mais “ousadas / verticais” no seu quotidiano ou quando deverão privilegiar as opções mais “certas / laterais”;
• Faço votos de que empreendam uma atitude corajosa ao longo das suas vidas, condição que os conduza à criação de muitas “oportunidades” de sucesso, com um subsequente bom aproveitamento;
• Agradar-me-á, especialmente, que estes “nossos meninos / homens” pautem a sua conduta por uma postura muito forte no que respeita à capacidade para executar rápidas “transições” dos momentos “maus / perdas” para os momentos de “alegria / conquista”.
Atrevo-me, ainda, a replicar neste texto os meus votos endereçados no ano passado, consciente que estou que os mesmos continuam válidos. Assim, reitero o meu desejo de que os nossos atletas:
• Façam uma “pressão alta” na perseguição dos seus objectivos de vida;
• “Ocupem bem o seu espaço” enquanto figuras da sociedade cumpridoras dos seus deveres e usufruidoras dos seus direitos;
• “Dêem largura” ao seu conhecimento no que respeita à assimilação de competências indispensáveis para o cumprimento da sua vivência profissional, familiar e social;
• Perante o insucesso em determinada situação, consigam “levar o jogo para o outro flanco”, de modo a contornarem esse problema;
• Consigam “criar superioridade numérica”, conjuntamente com os seus familiares e amigos, para a resolução dos seus problemas e para rejubilar com as suas alegrias;
• Sejam capazes de “sair de situações de pressão” que a vida, inevitavelmente, lhes criará;
• Privilegiem a “solidariedade” com todos aqueles que o jogo da vida conduziu a um cenário de “desigualdade”; e
• Adorem fazer parte das “diferentes equipas” cujo percurso de vida individual os leve a “rubricar contrato”.
Quero sublinhar, por fim, que estes meus votos estão envoltos em alguma parcialidade, atendendo que os mesmos são, apesar de tudo, mais orientados para todos os jogadores (e treinador) com os quais tive a felicidade de “compartilhar o balneário” nestes meus três anos e meio de clube.
Saudações natalícias,
José António Moreira
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Há 8 anos