segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rio de Moinhos, 0 - SCNA, 3

Onze inicial

Fábio
Cadani
Paulinho
Nunes
Ricardo
Rui Sousa
Nuno
Paulo Marques ( Cap)
Pedro Costa
Fábio Rocha
Chaneto

Suplentes
Alexandre
Rodrigues (juvenil)
Bruno
Tiago
Filipe

Substituições
Nuno > < Filipe 42'
Chaneto > < Tiago 83'
Filipe > < Alexandre 86'

Disciplina

Amarelos:

Cadani 27'

Pedro Costa 52'


Vermelhos:
Pedro Costa 60' (duplo amarelo)
Nunes 85'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ª Parte

0 - 1 10' Pedro Costa

2ª Parte
0 - 2 56' Chaneto

0 - 3 71' Fábio Rocha

Apreciação da Equipa
Num dia pouco propício para a prática do futebol, dado o vento que se fazia sentir, a nossa equipa foi a Rio de Moinhos mostrar que quer continuar num quadro vitorioso, por forma a “reajustar” a sua posição na tabela classificativa de acordo com o valor que estes jogadores possuem.


É uma alegria para mim verificar a consolidação do valor destes jovens, agora também em matéria de resultado desportivo, certo que estava da sua valia no que concerne a muitas das variáveis adstritas ao que deve ser um jogador de futebol. Poder-se-ia pensar – quando afirmei que esta segunda volta ia trazer uma equipa surpreendente para muitos – que as minhas palavras eram um “lugar-comum” e que visavam, sobretudo, motivar estes rapazes, mas, sem embargo deste constituir, naturalmente, um dos meus propósitos, cá estão os famigerados resultados e a subsequente subida na tabela classificativa.

Esta equipa não quer ficar por aqui e estou certo que vamos manter este ciclo de vitórias por mais umas jornadas, conscientes que estamos que, a não ser assim, não conseguiremos ficar numa posição consentânea com a qualidade colectiva e individual deste grupo.

No jogo em Rio de Moinhos estes jogadores deram uma lição fantástica de sentido colectivo, de atitude, de rigor táctico e de sentido estratégico. Repare-se que, até na escolha do campo, foi pensada a melhor situação para favorecer o nosso jogo, optando-se por começar a jogar a favor do vento, no sentido procurar, desde cedo, passar para a frente do marcador. Tal viria a acontecer e acabámos a primeira parte a vencer por uma bola a zero.

Na segunda metade, adaptámos o nosso posicionamento, sabendo de antemão que a bola ganharia muita velocidade perante os passes que o adversário faria para as costas da nossa defesa, facto que levou a ajustar o nosso bloco tendo em conta essa premissa. O adversário nunca conseguiu, assim, criar situações de perigo neste tipo de lances. Em contraponto, sabíamos que poderíamos, agora, servir os nossos jogadores mais adiantados através de passes com mais violência, na medida em que o vento travaria a bola e ajudaria a que a mesma “parasse” entre a defesa adversária e o seu guarda-redes, sendo que o nosso segundo golo resultou de uma situação deste tipo, muito bem aproveitada pelo Chaneto (Nélson Diogo).

Foi, então, um jogo em que os meus jogadores superaram as melhores expectativas que eu tinha quanto ao seu desempenho, desdobrando-se em esforços para me darem a alegria de dar-mos seguimento às vitórias consecutivas (já lá vão cinco!).

Fábio – Concentrado e muito seguro em todas as acções em que foi chamado a intervir. Bom posicionamento, basculando vertical e lateralmente nos termos que lhe é pedido.

Cadani – Excelente jogador, com uma atitude e qualidade que me dão por satisfeito pelo seu aparecimento no nosso seio. Muito bem nas acções defensivas e sempre muito afoito na tentativa de conferir profundidade ao seu flanco.

Paulinho – Contrariamente ao modo como tem treinado, o Paulinho foi senhor de uma concentração e agressividade defensivas, que muito ajudaram na segurança evidenciada por este sector neste jogo. Qualidade não lhe falta…

Nunes – Outro jogador que fez um jogo estupendo, fazendo uso do seu poder de antecipação, o qual, combinado com a sua característica agressividade defensiva, faz dele um defesa acima da média para a nossa escala. Mas eu ainda quero mais…e aquele vermelho a terminar o jogo…

Ricardo – O Ricardo cumpriu os noventa minutos, muito por via do nível exibido nos minutos que jogou contra o Baltar e pela forma como se bateu nesta partida. Está em boa forma e eu espero que ele continue neste caminho, sendo certo que tem que melhorar cada vez mais a sua concentração defensiva. É um óptimo rapaz e merece estar a atravessar um bom momento. A equipa agradece.

Rui Sousa – Outro jogador que realizou uma exibição importante para a nossa vitória, funcionando mais na figura de “trinco” do que de “pivot defensivo”. Nesta tarefa, mostrou-se muito atento nas operações de coberturas defensiva e ofensiva aos sectores intermédio e defensivo.

Nuno – Parecendo, por vezes, arredado do jogo, foi determinante, contudo, na execução do passe que deu o primeiro golo à nossa equipa, apontado pelo Pedro Costa. Ele sabe que pode dar mais, principalmente, nas transições defensivas.

Paulo Marques – É conhecido que este jogador me enche as medidas, tais são as suas valências. Para além de todos os seus actos que envolveram a sua habitual boa execução de passe, a sua capacidade de recepção e o seu jogo aéreo, é delicioso constatar os caminhos que percorre, sempre com grande intensidade, interceptando imensas bolas e delineando óptimas transições ofensivas. Espectáculo!

Pedro Costa – Determinante no golo obtido, tendo sido o único que conseguiu acompanhar a velocidade da bola na direcção da baliza adversária, a qual ia impelida pela força do vento. Muito combativo. Pena que tenha sido expulso de um modo inglório. O futebol é assim…

Fábio Rocha – É um jogador com uma forma peculiar de estar no grupo, tendo-se vindo a revelar um elemento importante para nós, atenta a sua categoria e vontade de vencer. Marcou mais um golo e lutou muito, ajudando a equipa na conquista de mais uma vitória.

Chaneto – Mais compenetrado no jogo que na última partida, foi capaz de estar mais “presente” no dito “6º momento” do jogo. Marcou um bom golo e “ganhou” uma expulsão do guarda-redes adversário.

Filipe – Mais uma boa entrada em campo deste atleta, dando, mais uma vez, a indicação de que nos pode ajudar a ganhar jogos. Os seus movimentos têm cada vez mais subjacentes as nossas directrizes de jogo. Parabéns!

Tiago – Jogou pouco tempo, mas entrou com a sua habitual combatividade. Na próxima jogará mais…

Alexandre – É o jogador que, porventura, melhor sabe estar em grupo. Veio de uma lesão, mas jogou um bocadinho para o premiar por mais um aniversário. Parabéns, Alexandre, pela tua postura!

Em suma, os meus parabéns a todos, também, ainda, para o Bruno e para o Rodrigues, atendendo que estes rapazes fizeram um esforço de se levantarem cedo para…não jogarem.

Vamos continuar a ganhar e a jogar bem! Gosto muito de vocês!


José António

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SCNA, 5 - Baltar, 2

Onze inicial


Fábio
Cadani
Paulinho
Nunes
Chaneto
Alexandre
Rúben
Paulo Marques ( Cap)
Tiago
Fábio Rocha
Nuno

Suplentes

Ricardo
Filipe
Pedro Costa
Bruno
Rui Sousa
Substituições

Rui Sousa > < Alexandre 30'
Tiago > < Pedro Costa 39'
Nuno > < Ricardo 42'
Chaneto > < Filipe 72'
Cadani > < 83' Bruno 83'

Disciplina

Amarelos:
Chaneto 30'
Paulo Marques 55'
Fábio Rocha 81'
Rui Sousa 86'
Nunes 86'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ª Parte

1 - 0 4' Nuno
2 - 0 7' Paulo Marques
2 - 1 9'
2ª Parte

2 - 2 53'
3 - 2 72' Fábio Rocha
4 - 2 77' Filipe
5 - 2 81' Fábio Rocha

Apreciação da Equipa
Este jogo com o Baltar era encarado por nós, no campo teórico, como constituindo uma forte possibilidade de dar-mos continuidade ao ciclo vitorioso que estamos a viver nesta fase da época, expectativas que não saíram goradas, não obstante os calafrios que acabámos por passar em determinado período da partida.


As coisas até começaram facilitadas, na medida em que aos 7 minutos de jogo já ganhávamos por 2-0, mas acabariam por se complicar com a redução do marcador logo de seguida por parte do Baltar, levando a que o nosso antagonista acreditasse na possibilidade de chegar ao empate, cenário que veio a ocorrer no início da segunda parte.

Paradoxalmente, nada melhor nos poderia ter acontecido, uma vez que esse golo do adversário foi o “clic” que nos fez despertar para uma meia hora final de grande nível, aí sim, praticando o futebol que a todos nos agrada e para o qual concorrem os nossos esforços. Foram 30 minutos em que fomos muito fortes em matéria de organização ofensiva, fazendo uso de uma mobilidade e de uma capacidade de passe e de finalização, que nos proporcionaram três golos e outros tantos momentos de alegria.

Estes três golos resultaram de uma aplicação correcta do passe em ruptura no momento certo, em claro sincronismo com a desmarcação em profundidade do colega de equipa. Dois destes golos decorreram de uma “desorganização” no sector defensivo provocada pelo nosso ponta-de-lança (Pedro Costa), o qual arrastou os centrais para fora da zona de finalização, espaço muito bem “preenchido” pelo Fábio Rocha, que apareceu ofensivamente agressivo a fazer dois golos importantes.

Registe-se, igualmente, o grande golo do Paulo Marques e o golo também muito bem conseguido pelo Filipe, que aproveitou muito bem um excelente passe do nosso capitão, recepcionado a bola de forma orientada para evitar o defesa opositor e facilitar a execução final.

Já agora, começo por enaltecer a excelente entrada do Filipe em jogo, depois de esperar ansiosamente no banco por essa entrada, sendo premiado com a obtenção de um golo, confirmando que qualquer atleta, mesmo iniciando o jogo no banco, poderá ser decisivo na partida.

Uma palavra para a “reiterada” qualidade apresentada pelo Paulo Marques, fazendo uso – para além de tudo o resto – de uma capacidade de execução ao nível dos “passes camuflados”, três dos quais culminaram em golo! Os meus parabéns!

Saliento, igualmente, a boa segunda parte do Fábio Rocha (Fabiani II), revelando-se decisivo neste jogo, destacando a grande execução do seu primeiro golo, envolta numa vontade elogiável de ganhar! Merece destaque a atitude deste jogador, integrando-se muito bem no seio deste grupo e mostrando que foi uma mais-valia que chegou ao nosso conjunto esta época.

Por falar em chegadas ao clube positivas, relevo a estreia do Cadani nos jogos em casa, dando nota de que a sua qualidade é inegável e que nos vai ajudar bastante nesta segunda metade da época.

O Nunes e o Paulinho fizeram mais uma bela exibição; pena é não gostarem de actuar naquela posição e não procurarem evoluir ainda mais, condição que leva, por vezes, a cometerem alguns erros cujas capacidades de cada um evitaria que tal acontecesse. Eles dispõem de características técnicas e físicas muito apreciáveis para poderem aplicar os aspectos tácticos em bom nível, mas falta-lhes granjear mais vontade para quererem assimilar este capítulo determinante no futebol.

Por último, o meu reconhecimento para a permanente aplicação e qualidade do Rúben; impressionante o seu sentido colectivo! E para a boa actuação do Ricardo, que muito contribuiu para a solidez defensiva verificada na segunda metade do encontro, atendendo que o jogador do Baltar que actuou sobre a direita estava a desequilibrar bastante.

Por conseguinte, quero agradecer a todos o facto de manterem, com esta vitória, a chama no seio da equipa, e cimentando a minha ideia preconizada há umas jornadas atrás, na qual eu antevia que iríamos fazer uma segunda volta surpreendente!

Temos, no próximo sábado, um forte teste, em Rio de Moinhos, para aferir este nosso crescimento. Uma vitória nossa será magnífico! Vamos dar tudo! Gosto muito de vocês!

Saudações desportivas,

José António Moreira

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paço de Sousa, 0 - SCNA, 7

Onze inicial

Fábio
Cadani
Miranda
Nunes
Paulinho
Filipe
Nuno
Paulo Marques ( Cap)
Tiago
Fábio Rocha
Chaneto

Suplentes
Ricardo
Alexandre
Guedes (juvenil)
Pedro Costa
Bruno
Rúben
Ricardo
Substituições

Filipe > < Alexandre 42'
Tiago > < Pedro Costa 43'
Chaneto > < Rúben 43'
Nuno > < Guedes 53'
Miranda > < Ricardo 56'


Disciplina
Amarelo:

Tiago 41'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ª Parte

0 - 1 12' Chaneto
0 - 2 17' Paulo Marques

2ª Parte

0 - 3  56' Fábio Rocha
0 - 4  61' Guedes
0 - 5  72' Pedro Costa
0 - 6  74' Auto-golo
0 - 7  75' Pedro Costa

APRECIAÇÃO DA EQUIPA
Um resultado tão expressivo, para ser conseguido, exige, naturalmente, que uma equipa cumpra, pelo menos, os “serviços mínimos”. Por conseguinte, os nossos jogadores merecem, sem dúvida, os meus elogios.



Neste tipo de jogos, em que, teoricamente, a vitória se avizinha facilitada, teme-se sempre que os atletas possam incorrer no erro de abordar a partida com um sentimento de menor aplicação e motivação, convidando, deste modo, ao aparecimento de um resultado inesperado.


Felizmente, tal não aconteceu neste jogo, sendo que os nossos jovens foram muito responsáveis e não embandeiraram em menosprezo pelo nosso antagonista, transportando para o terreno de jogo uma atitude merecedora de uma nota claramente positiva.


Todos os atletas tiveram uma prestação muito boa, mas gostaria de registar a estreia no escalão júnior do (juvenil) Miranda, cujas actuações no seu escalão, envoltas em concentração, qualidade e sentido colectivo, levaram a “requisitá-lo” para este jogo. Gostaria, igualmente, de assinalar a mais-valia que o mais recente reforço CADANI empresta ao nosso conjunto, batendo-se com enorme consistência táctica e decidindo sempre os seus movimentos em prol dos interesses da equipa.


Este elogio ao CADANI também serve para “censurar” outros atletas que possuem qualidades imensas, mas que não põem na perfeição os interesses da equipa à frente dos interesses individuais. É imperioso que o jogador entenda que o objectivo primeiro, sempre que tenha que tocar na bola, é tomar a melhor opção para não “emperrar” o jogo da equipa, optando bem pelo número de toques a dar e pelo tempo que deve reter a bola junto de si. Esta é a melhor forma do jogador brilhar. Lamentavelmente, muitos jogadores pensam que o melhor método para “tocar” o olhar do treinador e adeptos é por via de uma acção sempre “aflorada”.


Enalteço, porém, a melhoria que alguns atletas já registaram nessa matéria, se bem que ainda é possível melhorar mais.


Com efeito, estou muito agradado com estes jogadores, os quais estão a dar uma resposta positiva ao desafio colocado em termos de vitórias até ao final da época, e consolidando o que eu havia dito de que iríamos fazer uma segunda volta espectacular – também no que concerne a resultados desportivos.


Temos, então, três vitórias consecutivas, sendo que dispomos de dois jogos e outras tantas vitórias nesta segunda volta! E é para continuar, já no próximo sábado, contra o Baltar!


Fica, por fim, a frase do jogo do passado sábado, dita pelo treinador, já com o resultado em 0-7: “Quem marcar mais algum golo, dá três voltas ao campo no treino de terça-feira”! Ele há cada uma…


Saudações desportivas,



José António Moreira