Onze inicial
Ricardo (juvenil)
Cadani
Nunes
Bruno
Ricardo
Rui Sousa
Rúben
Alexandre
João Costa
Paulo Marques ( Cap)
Tiago
Suplentes
Paulinho
Chaneto
Filipe
Nuno
Fábio Rocha
Substituições
Bruno > < Paulinho 44'
Tiago > < Chaneto 44'
Alexandre > < Fábio Rocha 44'
Rúben > < Nuno 54'
Ricardo > < Filipe 60'
Cartões
Amarelos:
Rui Sousa 80'
Evolução resultado/Tempo/Marcador/
1ªParte
1 - 0 Rúben
2 - 0 Rúben
3 - 0 Rúben
2ª Parte
4 - 0 Filipe
4 - 1
Apreciação da equipa
Bom, lá se findou mais um campeonato, como sempre, de uma forma muito célere, tal é o nosso envolvimento e a nossa paixão pelo futebol em geral, e pela nossa realidade futebolística em particular.
Quedámo-nos por uma posição intermédia na tabela classificativa, mas, passe a imodéstia, acredito que merecíamos uma posição mais cimeira, mais consentânea com o nosso valor, sem embargo de reconhecer que o futebol não se compadece deste tipo de abordagens.
Ainda assim, convém realçar que o nosso propósito não assenta exclusivamente na consecução de vitórias, mas também na assimilação de competências por parte dos atletas, que lhes permitam tornar-se mais competitivos no seu percurso desportivo e, desejavelmente, nas suas vidas profissional, social e familiar.
Quero crer que, de um modo geral, foi alocada a estes rapazes – quanto mais não seja – uma outra forma de ver o futebol, isto é, todos os treinadores são diferentes, pelo que, para o bem e para o mal, cada um transmite as suas ideias, cabendo aos jogadores filtrarem as que entendem melhor servir a sua realidade.
Os meus jogadores gostam de me conotar – enquanto treinador – como fazendo uso de uma postura bastante condescendente. É certo que privilegio bastante um relacionamento de amizade com todos eles, mas a minha postura vai de encontro àquilo que eu entendo ser o mais apropriado para a sua “inclusão” no grupo e para o seu crescimento enquanto homens, acreditando (como eu acredito) que um treinador deve contrariar o velho adágio popular de que “não basta sê-lo, tem que parecê-lo”, ou seja, os jovens são muito bons a “rastrear” o treinador, condição que, do meu ponto de vista, faz com que o “Mister” “mais do que parecê-lo, tem que o ser”, sob pena de não conseguir granjear o respeito e a admiração dos seus jogadores.
Não posso deixar de enfatizar sempre que muitas das minhas acções procuram adequar-se ao cenário (entenda-se clube e escalão) em que estamos inseridos. Outras realidades merecerão, porventura, outro tratamento…
Reportando-me ao jogo de domingo, com o Cete, digo, sucintamente, que foi uma vitória justa, da equipa que melhor domina o jogo. Destacou-se o Rúben, pelos três golos que marcou, prémio bem merecido para este humilde rapaz, que tanto evoluiu em apenas duas épocas. É dos jogadores mais fortes na concentração táctica, aplicando como nenhum outro colega o momento da transição defensiva, qualidade sempre muito difícil de incutir nos atletas. Esta característica do Rúben denota, desde logo, um sentido colectivo enormíssimo, que o leva a socorrer os seus colegas nos momentos de perda de bola. Parabéns Rúben!
Destaco, igualmente, o golo do Filipe, não pelo golo em si, mas pela sua atitude de vir festejar comigo o golo obtido. Obviamente que, sem prejuízo da minha alegria sempre que tal acontece, o meu destaque não decorre dessa “confraternização” comigo, mas sim do facto deste ter sido o atleta que menos tempo jogou nesta partida e tal não o conduziu a uma postura de “amuo”, bem pelo contrário, o Filipe entrou envolto em vontade e alegria de jogar, que se traduziu em todo aquele contentamento sequencial ao seu golo obtido. O Filipe bem o merece, também, dada a sua atitude ao longo da época!
Muito mais haveria (e haverá) ainda para dizer, mas fico-me por aqui, deixando os parabéns a todas as equipas que participaram neste campeonato, com especial destaque para o líder Marco.
Saudações desportivas,
José António Moreira
Resultados
Há 8 anos
mister, findou mais um campeonato, gostaria que desse o seu parecer sobre cada uma das equipas, sobre o desenrolar do campeonato, sobre o que achou no fundo de tantos meses de jogos e jogos :)...eu tenho a minha opiniao e o mister tera a sua, é sempre bom discutir ideias, todos aprendemos e evoluimos com isso ...saudaçoes
ResponderEliminarCaro Anónimo:
ResponderEliminarSeria necessário gastar muitos caracteres para falar sobre as diferentes equipas participantes neste campeonato. De forma sumária, posso afirmar aqui que acabam por ficar nos dois primeiros lugares equipas que possuem sectores defensivos muito fortes.
A esta escala, nem sempre é fácil trabalhar a predisposição dos atletas para se disponibilizarem para as missões defensivas, particularmente para as situações de transição defensiva e para o chamado por alguns de “6º momento do jogo”, razão pela qual me parece que as equipas que – para além de toda a sua valia nos sectores intermédio e atacante – são possuidoras de uma defesa forte e posicional marcam a diferença pela positiva.
E faço um paralelo com a minha equipa, cuja dinâmica ofensiva equipara-se aos melhores, mas que, em matéria de jogo defensivo, nem sempre consegue evidenciar a concentração necessária, saindo fragilizada por via disso. Em parte contribui o facto de o nosso plantel não dispor de grande abundância de atletas para a posição de defesa-central, verificando-se a adaptação de jogadores que, embora de grande qualidade, possuem um ADN que os “empurra” para zonas mais avançadas do terreno.
Mas as nossas lacunas defensivas não resultaram unicamente desta realidade, mas muito por força, também, da reduzida predisposição da maior parte dos jogadores para reagirem rapidamente no momento da perda de bola, sendo que os nossos melhores executantes nesta matéria são (!!!) dois jogadores de ataque, o João e o Rúben, este último com uma atitude fabulosa a reagir em prol de uma nova conquista da posse de bola.
Devo dizer que esta variável hipotecou as nossas fortes possibilidades de arrancar um melhor lugar na tabela classificativa, na medida em que entendo que dominamos muito bem as outras nuances do jogo, tendo realizado grandes partidas, em que desenhámos óptimas jogadas. Quero crer que, apenas com o Sobrado, demos uma pálida imagem do que valemos, muito devido a uma conjugação de factores que em muito condicionaram as nossas prestações.
Em suma, foi um campeonato que me deu bastante prazer participar, uma vez que a minha equipa mostrou ser capaz de discutir o resultado em qualquer campo, não levando lições de ninguém no que toca à compreensão do jogo, apenas sendo traída pelas “oscilações” em termos de concentração e de motivação que se verificaram em determinados momentos de algumas partidas.
Parabéns ao Marco, porque foi um justo vencedor, atendendo que me pareceu a equipa mais equilibrada e notava-se que o seu maior propósito – a exemplo do que nós defendemos para os escalões de formação – é o crescimento dos atletas e não a busca incessante da vitória. Daí o meu contentamento não ser completo, por não ter conseguido melhores resultados para os meus rapazes, no que à parte defensiva diz respeito, ainda que se tenha notado melhorias relativamente à última época.
Saudações desportivas,
José António
Perosinho
ResponderEliminarLeça do Balio
Marco 09
Felgueiras/Leões da Citânia