domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobreirense, 3 - SCNA, 1

Onze inicial

Fábio
Cadani
Nunes
Paulinho
Ricardo
Rui Sousa
Rúben
Paulo Marques ( Cap)
Pedro Costa
Guedes (juvenil)
Fábio Rocha

Suplentes
Ricardo (juvenil)
Alexandre
Tiago
Filipe
Nuno
Chaneto

Substituições

Ricardo > < Chaneto 41'
Paulinho > < Nuno 68'
Rui Sousa > < Filipe 80'

Cartões

Amarelos:
Paulo Marques 31'
Pedro Costa 37'
Guedes 40'
Paulinho 65'
Vermelhos:
Paulo Marques 63' (duplo amarelo)
Pedro Costa 69'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ª Parte

0 - 1 14' Paulo Marques (penalti)

2ª Parte
1 - 1  65'
2 - 1  67'
3 - 1  90+2
Apreciação da equipa
Depois de uma série de 6 jogos vitoriosos, eis que voltámos a conhecer o sabor amargo da derrota nesta partida na Sobreira. A exemplo do acontecido em anteriores jogos deste nosso campeonato, vimos, mais uma vez, o resultado do jogo decidido por via de interpretações revestidas de subjectividade, nas quais não nos revemos e nos sentimos, até, bastante lesados.


Essas interpretações estão, naturalmente, associadas a decisões das equipas de arbitragem, cujos reflexos no rendimento do nosso conjunto se mostrou determinante para o nosso insucesso em alguns jogos, atenta a escala em que estamos inseridos. Temos que fazer uma análise fria de tudo isto e reconhecer que, para uma equipa como a nossa – que não prima, obviamente, pelo equilíbrio qualitativo em matéria de plantel – se revela muito difícil contornar a ausência de alguns atletas.

Nestes termos, dados os castigos que já atingiram o nosso plantel, o peso deste factor, do meu ponto de vista, conduziu-nos a dissabores que, num cenário diferente não ocorreriam. Pode-se rebater aqui os 6 jogos de castigo atribuídos ao Rui Sousa na primeira jornada, por o árbitro ter ajuizado que este chutou a bola com a intenção de o atingir, sendo que a confusão que estava instalada prendia-se com uma atitude de arrogância do nosso adversário, a seguir à marcação do seu segundo golo. Ou seja, não havia qualquer tipo de desagrado com o árbitro para o Rui tencionar chutar a bola contra si…

No jogo contra o União de Sousa, em sua casa, o árbitro auxiliar entendeu que o Rúben (após cair em cima do seu opositor, depois de o tentar driblar) calcou propositadamente um jogador adversário, sendo castigado com 2 jogos de suspensão!!

No jogo em casa contra o Sobreirense, um outro (sábio) auxiliar deu indicações para o expulsão do Paulo Marques, depois de ficar muito “chocado” com um gesto deste nosso atleta, numa fase subsequente a ter-mos sofrido o golo da derrota e conscientes de que esse mesmo árbitro auxiliar tinha errado descaradamente no golo que deu o empate ao Sobreirense a findar a primeira parte desse encontro.

Depois de atravessarmos um período sem casos e que – por coincidência!!! – redundou em seis jogos a ganhar, chegou o jogo de ontem, no Sobreirense, no qual me parece que fomos prejudicados por um trio de arbitragem excessivamente zeloso para conviver com a emotividade adstrita a um derby desta natureza.

Quero, contudo, deixar bem claro que entendo que a arbitragem procurou manter-se coerente e não teve como premissa prejudicar ninguém. Não obstante, fico extremamente desagradado por ver a minha equipa ver-se privada do seu capitão e elemento reconhecido por todos como preponderante na manobra da nossa equipa, por força de dois lances sobejamente conhecidos nas lides do futebol: na primeira parte, o jogador do Sobreirense (André) chutou a bola contra o Paulo Marques e obteve a cumplicidade do árbitro para “roubar” um cartão ao meu atleta; na segunda parte (e com a nossa equipa em vantagem), o árbitro apitou e, acto contínuo, o Paulo deu um pequeno toque na bola, acto zelosamente conotado pelo juiz como merecedor do segundo amarelo e consequente expulsão!!!

Mas se o árbitro primava pela rigidez na sua análise, ainda assim, não foi tão “severo” no ajuizamento do lance que resultou no penálty que originou o empate na partida, na medida em que a indicação para a marca da grande penalidade foi assumida pelo seu auxiliar!

Passados dois minutos, outro penálti (este pareceu-me justo) e, percorridos mais dois minutos, expulsão do Pedro Costa (também entendida como correcta), vendo-nos nós, num espaço de menos de dez minutos, com menos duas unidades em campo e em desvantagem no marcador…

Defronte de um quadro destes, restava-nos fazer uso de uma capacidade de luta e de lucidez que se impunha naquele momento, situação que veio a ocorrer. Orgulho-me da postura dos meus jogadores nessa fase da partida, os quais conseguiram (com menos dois jogadores!!!) encostar o antagonista à sua zona defensiva, tendo conseguido fabricar jogadas com perigo que poderiam ter dado o empate no encontro. Tendo presente a nossa ousada postura, muito subidos no terreno e, por vezes, com inferioridade numérica defensiva, o Sobreirense acabaria por marcar o terceiro golo já nos descontos.

Em resumo, confesso que fiquei muito triste com o resultado, mas contente com uma grande parte do que foi feito pelos meus jogadores nesta partida, mostrando, na minha perspectiva, a valia da nossa equipa. Acho que todos reconhecem que a nossa posição na tabela não é condizente com o nosso valor, mas isso deve-se ao lado “caótico” deste desporto que, em determinadas alturas, resolve não pender para o nosso lado…

Esta derrota hipotecou as nossas possibilidades de nos chegarmos à frente da classificação, mas temos ainda como premissa evidenciar nos jogos que restam toda a nossa qualidade perante adversários que ocupam os primeiros lugares.

A mim, cabe-me, então, ter uma atitude racional e analisar com frieza as variáveis que deverão robustecer o crescimento destes jovens, pelo que devo publicitar neste espaço a minha alegria por verificar que alguns dos ensinamentos passados foram apreendidos pelos jogadores e que somos nesta altura uma equipa com uma identidade e que sabe aquilo que quer.

Combino, assim, um sentimento de orgulho e de amizade por estes rapazes, que merecerão, por certo, um espaço privilegiado no meu álbum de recordações da carreira de treinador.

Certo que estou da celeridade destes momentos, procuro saboreá-los com enorme prazer!

Saudações desportivas,


José António

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