Onze inicial
Ricardo (juvenil)
Cadani
Rui Sousa
Paulinho
Ricardo
Nunes
Pedrinho (juvenil)
Paulo Marques ( Cap)
Rúben
Fábio Rocha
Nuno
Suplentes
Guedes (juvenil)
Alexandre
Tiago
João Costa
Filipe
Chaneto
Substituições
Pedrinho > < Guedes 43'
Nuno > < Chaneto 43'
Paulinho > < João Costa 41'
Rui Sousa > < Alexandre 63'
Ricardo > < Filipe 71'
Cartões
Amarelos:
Rui Sousa 66'
Chaneto 76'
Cadani 86'
Evolução resultado/Tempo/Marcador/
1ªParte
1 - 0 33'
2ª Parte
2 - 0 59'
3 - 0 70'
4 - 0 78'
5 - 0 80'
6 - 0 84'
Apreciação da equipa
Depois de um ciclo de 6 vitórias consecutivas, e uma vez perdidas as aspirações aos dois primeiros lugares da tabela classificativa, vemo-nos, agora, envolvidos numa fase negativa, amealhando duas derrotas pesadas nestes dois últimos jogos.
Do meu ponto de vista, estes resultados não reflectem, de modo algum, a valia dos intervenientes, porquanto quero crer que tal é decorrente de índices motivacionais em face do percurso de cada uma das equipas neste campeonato.
A minha equipa, neste jogo com o Marco, foi capaz de evidenciar a sua capacidade futebolística até sofrer o segundo golo, a meia hora do fim da partida. Num piso com o qual não estamos tão familiarizados, conseguimos encostar – nomeadamente, no primeiro quarto de hora da segunda parte – o Marco ao seu terço defensivo, fazendo uso de uma apreciável organização ofensiva, com óptima mobilidade e qualidade de passe.
Quando sofremos o segundo golo, num remate de longa distância, veio ao de cima a nossa fragilidade motivacional, circunstância que fez com que o resultado caminhasse para valores nada condizentes com o valor relativo das equipas.
Eu penalizo-me, naturalmente, por não ser capaz de tornar estes rapazes mais fortes nesta matéria, parecendo-me que esta debilidade em termos de constância motivacional foi fatal para a tradução do nosso valor desportivo numa classificação concordante. Retrospectivamente, e sem esquecer algum “azar” com algumas actuações infelizes dos árbitros, temos que reconhecer que não soubemos contornar os momentos maus, intra-jogos e inter-jogos. Não foi por acaso que a maior parte das nossas vitórias foram consecutivas…
Finalmente, devo destacar a qualidade da equipa do Marco, entendendo que são a única equipa que nos superam (ainda que por pouco) no que respeita à interpretação das nuances do jogo pelas quais nos batemos e que assumimos como as mais indicadas para um correcto acervo de competências por parte dos nossos jovens, com vista ao seu desenvolvimento enquanto jogadores e enquanto homens.
Saudações desportivas,
José António
Resultados
Há 8 anos
Antes de mais as Saudações Desportivas a todos os intervenientes da equipa de juniores, desde atletas a equipa técnica.
ResponderEliminarConcordo consigo quando diz que "..estes resultados não reflectem, de modo algum, a valia dos intervenientes..", pois nos tres ultimos jogos, que esta equipa realizou e que perdeu, a sua valia ficou claramente demonstrada.
Permita-me no entanto discordar quando atribui a “culpa” a factores motivacionais, não sendo dono da verdade absoluta e como é obvio nao conheço a metodologia de jogo que tenta imbuir nos jogadores para diferentes alturas de jogo, fica no entanto a minha opiniao, falando relativamente ao jogo com o marco.
A equipa começou muito bem, bem preparada imagino que, obviamente, por si enquanto treinador. Anulando muito bem aquilo que me pareceu ser o ponto forte do marco, usando para isso jogadores que jogam muito bem na antecipação ( Paulinho, Rui Sousa e Nunes) e dois jogadores muito bons a nivel posicional (Ricardo, este com uma excelente actuação, e Cadani).. conseguindo assim uma consistencia defensiva que levou a conquista do meio campo onde o Paulo Marques teve sempre grande preponderancia na recuperação de bolas e na organização ofensiva.
Pareceu-me ser exctamente no ponto em que tão bem a equipa estava preparada que o José António, na minha opinião pecou, pois abdicou de uma unidade que se estava a revelar de extrema importancia na consistencia defensiva (Paulinho), fazendo recuar o nunes e colocando o fábio rocha como médio defensivo.
Não colocando o valor do jogador em causa pois todos tem dias “não”, o fabio rocha teve ontem um desses dias e, penso eu caberia ao treinador fazer essa leitura do jogo corrente. Pois foi apartir da pressao constante dos jogadores do marco sobre o fabio rocha que o SCNA perdeu o controlo do meio campo e consequentemente do jogo, revelando-se isso mesmo no 2º golo.
Como é obvio nao conheço as suas razões e isto não passa de uma mera opiniao de um adepto que ficou extremamente incrédulo, depois de ver uma equipa tao bem preparada falhar no ponto em que estava a ser mais forte.
Os meus comprimentos e continuação de um bom trabalho.
Carlos Antunes
Caro Sr. Carlos Antunes:
ResponderEliminarAntes de mais, queria elogiar o seu comentário sobre o jogo, não só por evidenciar interesse no acompanhamento destes jogadores, mas, também, por estar carregado de pensamentos pertinentes e sobre os quais terei todo o gosto em esgrimir aqui os meus argumentos.
Começo por sublinhar a minha concordância consigo, na forma como aborda a repartição dos meus jogadores pelo terreno de jogo, permitindo-me, de seguida, “justificar” a saída do Paulinho. Devo recordar que este jogador é substituído em cima do intervalo, bem como o Nuno e o Pedrinho (juvenil), numa óptica de gestão de substituições que, habitualmente, é empreendida neste clube.
Sendo minha premissa neste jogo, enquanto treinador, realizar todas as substituições possíveis – atenta a nossa classificação e presentes ambições –, devo confessar-lhe que vi no Nunes (e penso que legitimamente) um elemento que seria capaz de substituir o Paulinho (não estava a jogar mal) no centro da defesa, sendo meu intento juntar no meio-campo um triângulo muito capaz como é o Fábio, o Paulo Marques e o Guedes, no sentido de sermos capazes de transportarmos o centro do jogo para o nosso meio-campo ofensivo. Convém assinalar que nós já perdíamos por uma bola a zero…
Tal viria a ocorrer, e os primeiros quinze minutos da segunda parte revelaram-se o nosso melhor período, no qual remetemos a equipa visitada para zonas mais próximas da sua baliza, delineando óptimas jogadas, envoltas numa boa circulação de bola, do meu ponto de vista, muito por culpa da transformação verificada na zona intermédia, essencialmente, devido à entrada do Guedes (juvenil), cujas competências futebolísticas estão uns furos acima da média apresentada a esta escala.
Toda essa qualidade expirou com o segundo golo do Marco, golo que trouxe ao de cima a realidade classificativa das duas equipas. Quando eu me reporto a factores motivacionais, estou a falar pelo que conheço da personalidade de cada um dos meus jogadores e da forma como reagem às adversidades, para além de que também já senti na pele, enquanto jogador, idênticos cenários e reconheço que não é fácil combater estes momentos do jogo.
Apesar de tudo, não é expectável que uma equipa caia assim tão drasticamente em matéria de rendimento! Mas devo dizer-lhe que, na minha perspectiva, é injusto atribuir a queda de rendimento à prestação do Fábio Rocha, na medida em que, numa análise mais abrangente do jogo, os golos começaram a aparecer em catadupa por que toda a equipa baixou os seus índices em termos de agressividade e concentração na organização defensiva e nas transições defensivas, condição que remeteu o nosso conjunto para grandes desequilíbrios no nosso terço defensivo, assistindo-se (pasme-se!) a várias situações de inferioridade numérica defensiva. .../...(Parte I – Continua)
…/… (Parte II – Continuação)
ResponderEliminarE, aí sim, nesses últimos vinte e cinco minutos de jogo, eu “penalizo-me” por ter modificado mais uma vez a equipa, ousadamente (passámos a jogar – no papel – com três defesas), atendendo que entendo que não deveríamos ficar “satisfeitos” e parados perante um resultado que nos era adverso, para além de que (volto a reafirmá-lo) era justo dar a oportunidade a óptimos rapazes como são o Alexandre e o Filipe a fazerem, igualmente, parte daquele jogo.
Daí que me pareça precipitado atribuir à desinspiração do Fábio o justificativo para o descalabro assistido na última meia-hora da partida. O Fábio é um jogador com muitos atributos e do qual o treinador espera sempre algo de positivo, pecando, até, por se desposicionar diversas vezes, tendo como objectivo o auxílio à sua defensiva. Agora, o que eu pude ver nessa fase do jogo foi os sectores intermédio e ofensivo que já não conseguiam fazer posse de bola e, quando perdiam a sua posse, não reagiam, facto que sobrecarregava a nossa defesa, a qual já não era capaz de obstar à inspiração dos seus opositores naquela altura da partida.
Em suma, reconheço a pertinência da sua observação, mas recuso-me a conotar o nosso insucesso como resultante de uma menor prestação de um atleta, considerando que foi, regra geral, toda a equipa que sucumbiu perante o 2-0 e não conseguiu motivar-se para o que restava da partida. Essa sim, é uma pecha que, a meu ver, teremos que melhorar, uma vez que o nosso principal objectivo deverá ser o crescimento destes jogadores em todas as vertentes.
Reconheço que, por vezes, na figura de treinador, me sinta impotente defronte desta realidade, sendo difícil esgrimir argumentos para motivar estes rapazes em face do horizonte por eles avistado. São excelentes “miúdos” e dos quais eu me orgulho de ser seu treinador, mas nem sempre (alguns deles) receptivos a internalizarem totalmente determinados aspectos ligados ao jogo e à postura no seio de uma equipa de futebol, situação consubstanciada nas aspirações (reduzidas) em termos de carreira que os mesmos empreendem nesta fase da sua vida desportiva.
Mais uma vez, os meus sinceros agradecimentos por acompanhar estes jogadores e pelo comentário realizado. Estarei, por certo, sempre pronto para relatar a minha perspectiva dos acontecimentos ocorridos.
Saudações desportivas,
José António