segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SCNA, 5 - Baltar, 2

Onze inicial


Fábio
Cadani
Paulinho
Nunes
Chaneto
Alexandre
Rúben
Paulo Marques ( Cap)
Tiago
Fábio Rocha
Nuno

Suplentes

Ricardo
Filipe
Pedro Costa
Bruno
Rui Sousa
Substituições

Rui Sousa > < Alexandre 30'
Tiago > < Pedro Costa 39'
Nuno > < Ricardo 42'
Chaneto > < Filipe 72'
Cadani > < 83' Bruno 83'

Disciplina

Amarelos:
Chaneto 30'
Paulo Marques 55'
Fábio Rocha 81'
Rui Sousa 86'
Nunes 86'

Evolução resultado/Tempo/Marcador/

1ª Parte

1 - 0 4' Nuno
2 - 0 7' Paulo Marques
2 - 1 9'
2ª Parte

2 - 2 53'
3 - 2 72' Fábio Rocha
4 - 2 77' Filipe
5 - 2 81' Fábio Rocha

Apreciação da Equipa
Este jogo com o Baltar era encarado por nós, no campo teórico, como constituindo uma forte possibilidade de dar-mos continuidade ao ciclo vitorioso que estamos a viver nesta fase da época, expectativas que não saíram goradas, não obstante os calafrios que acabámos por passar em determinado período da partida.


As coisas até começaram facilitadas, na medida em que aos 7 minutos de jogo já ganhávamos por 2-0, mas acabariam por se complicar com a redução do marcador logo de seguida por parte do Baltar, levando a que o nosso antagonista acreditasse na possibilidade de chegar ao empate, cenário que veio a ocorrer no início da segunda parte.

Paradoxalmente, nada melhor nos poderia ter acontecido, uma vez que esse golo do adversário foi o “clic” que nos fez despertar para uma meia hora final de grande nível, aí sim, praticando o futebol que a todos nos agrada e para o qual concorrem os nossos esforços. Foram 30 minutos em que fomos muito fortes em matéria de organização ofensiva, fazendo uso de uma mobilidade e de uma capacidade de passe e de finalização, que nos proporcionaram três golos e outros tantos momentos de alegria.

Estes três golos resultaram de uma aplicação correcta do passe em ruptura no momento certo, em claro sincronismo com a desmarcação em profundidade do colega de equipa. Dois destes golos decorreram de uma “desorganização” no sector defensivo provocada pelo nosso ponta-de-lança (Pedro Costa), o qual arrastou os centrais para fora da zona de finalização, espaço muito bem “preenchido” pelo Fábio Rocha, que apareceu ofensivamente agressivo a fazer dois golos importantes.

Registe-se, igualmente, o grande golo do Paulo Marques e o golo também muito bem conseguido pelo Filipe, que aproveitou muito bem um excelente passe do nosso capitão, recepcionado a bola de forma orientada para evitar o defesa opositor e facilitar a execução final.

Já agora, começo por enaltecer a excelente entrada do Filipe em jogo, depois de esperar ansiosamente no banco por essa entrada, sendo premiado com a obtenção de um golo, confirmando que qualquer atleta, mesmo iniciando o jogo no banco, poderá ser decisivo na partida.

Uma palavra para a “reiterada” qualidade apresentada pelo Paulo Marques, fazendo uso – para além de tudo o resto – de uma capacidade de execução ao nível dos “passes camuflados”, três dos quais culminaram em golo! Os meus parabéns!

Saliento, igualmente, a boa segunda parte do Fábio Rocha (Fabiani II), revelando-se decisivo neste jogo, destacando a grande execução do seu primeiro golo, envolta numa vontade elogiável de ganhar! Merece destaque a atitude deste jogador, integrando-se muito bem no seio deste grupo e mostrando que foi uma mais-valia que chegou ao nosso conjunto esta época.

Por falar em chegadas ao clube positivas, relevo a estreia do Cadani nos jogos em casa, dando nota de que a sua qualidade é inegável e que nos vai ajudar bastante nesta segunda metade da época.

O Nunes e o Paulinho fizeram mais uma bela exibição; pena é não gostarem de actuar naquela posição e não procurarem evoluir ainda mais, condição que leva, por vezes, a cometerem alguns erros cujas capacidades de cada um evitaria que tal acontecesse. Eles dispõem de características técnicas e físicas muito apreciáveis para poderem aplicar os aspectos tácticos em bom nível, mas falta-lhes granjear mais vontade para quererem assimilar este capítulo determinante no futebol.

Por último, o meu reconhecimento para a permanente aplicação e qualidade do Rúben; impressionante o seu sentido colectivo! E para a boa actuação do Ricardo, que muito contribuiu para a solidez defensiva verificada na segunda metade do encontro, atendendo que o jogador do Baltar que actuou sobre a direita estava a desequilibrar bastante.

Por conseguinte, quero agradecer a todos o facto de manterem, com esta vitória, a chama no seio da equipa, e cimentando a minha ideia preconizada há umas jornadas atrás, na qual eu antevia que iríamos fazer uma segunda volta surpreendente!

Temos, no próximo sábado, um forte teste, em Rio de Moinhos, para aferir este nosso crescimento. Uma vitória nossa será magnífico! Vamos dar tudo! Gosto muito de vocês!

Saudações desportivas,

José António Moreira

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